Raça participa da Expointer 2018 em busca de crescimento
Considerada uma das melhores carnes, entre as raças ovinas, por conta do seu marmoreio entre as fibras, muito requisitada pelos principais chefs europeus, a Poll Dorset é uma raça desenvolvida há 70 anos, na Austrália a partir de base de animais de origem inglesa. Conhecida e respeitada pela sua dupla aptidão, o Dorset conquistou a admiração de criadores e consumidores pela qualidade da carcaça e pela finura da lã. Os maiores produtores mundiais de carne ovina (Austrália, Nova Zelândia, EUA e África do Sul) têm a base de seus rebanhos nessa qualificada raça.
A raça tem entre suas principais características o cio o ano todo, mesmo na região sul do Brasil, três partos em dois anos, entrada precoce em reprodução, partos múltiplos (até quatro cordeiros), habilidade materna acentuada, lã (branca) em quantidade com qualidade, facilidade de parto e genética dominante em cruzamentos.
“Em produção ovina o que se busca é um animal que tenha um alto índice de produtividade, no caso, na carne e na lã, porque a soma dos dois vai resultar numa lucratividade positiva na atividade que é, ao final de tudo, o que o produtor busca. E isto, a Poll Dorset propicia para quem trabalha com a ela”, afirma o presidente do Núcleo Poll Dorset Sul, Claudio de Sottomaior Filho. E segundo ele, a raça tem dado este retorno, por isto ela tem crescido significativamente, ano a ano, nos campos gaúchos. “Em nível de seleção genética, não temos muitos criadores, mas em rebanho geral, em cruzamentos, devemos estar perto dos 150, com um rebanho em torno de 5 mil cabeças. Para uma raça que tem menos de 15 anos de registro no Brasil, é um número muito bom”, ressalta Sottomayor.
É a partir deste cenário que ele acredita numa participação na Expointer deste ano, bem positiva. Conforme diz, numericamente, ainda é pequena, 22 animais inscritos, mas em termos de procura pela raça, por informações, é bem expressivo. Para ele, o importante é o trabalho de promoção da raça, na busca de formar rebanhos gerais, com sangue Poll Dorset. “Temos que ter uma base de pirâmide bastante larga e sólida, para que o trabalho de seleção genética possa ser valorizado e este ganho de qualificação dos animais, seja transmitidos aos demais criatórios, disseminando assim, as boas qualidades da raça”, finaliza.
Serviço:
Poll Dorset – 22 animais inscritos
Julgamento: 29 de agosto, quarta feira, à tarde, Pista 12.
Jurado: Ignácio de Vicenze – Uruguaio
Fonte Agrolink c/Inf. Assessoria
Raça de duplo propósito busca retomar criadores no Brasil
Digno de estar nas mesas dos melhores restaurantes e na lista de produtos indispensáveis nas receitas dos chefs de cozinha
Digno de estar nas mesas dos melhores restaurantes e na lista de produtos indispensáveis nas receitas dos chefs de cozinha, o queijo produzido com leite da raça Normando é considerado um dos melhores do mundo por conta da qualidade do leite que a raça produz, uma vez que possui um alto teor de proteína. É famoso o queijo Camembert da Normandia, justamente porque só é utilizada matéria prima da raça.
Este é só um dos vários produtos que a raça propicia a produzir para quem atua na criação do Normando, afirma o presidente da Associação de Criadores do Normando do Brasil, ACNB, Jacques Schinemann. De duplo propósito, originária da Normandia, na França, é considerada uma das melhores com esta característica. É notável por sua produção de carne relativamente magra com marmoreiro, de excelente qualidade e leite de alto teor de gordura e proteína, com ótimas condições para produção de manteiga e queijo.
No Brasil, há criatórios em diversas zonas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e, pelo mundo, a Europa é grande criadora e na América Latina, a Colômbia é quem tem maior expressão onde o rebanho soma 1,8 milhão de cabeças. “É uma raça que vai muito bem em cruzamento industrial, transmitindo sua habilidade materna, seu ganho de peso e a produção de leite”, ressalta o dirigente, acrescentando que tanto em áreas de grande extensão como em pequenas propriedades, é uma raça bastante adaptada. “Este aliás, é um dos nossos focos de mercado, aquela propriedade que quer produzir um leite de qualidade, com boa quantidade e ter na produção de carne, uma outra fonte de renda, através do engorde dos terneiros” comenta Jacques. O outro foco é atrair aqueles que querem trabalhar com produtos diferenciados, como é o caso do queijo. “Que tem um sabor e uma qualidade, indiscutível”, afirma.
Expointer – Os criadores e entusiastas da Raça podem comemorar a estabilidade do número de animais inscritos na Expointer 2018 em relação à edição passada, pois houve crescimento em relação aos anos anteriores. As inscrições de animais de argola encerraram com total de 22 animais inscritos. “A isenção da taxa de inscrição e a decisão tomada no ano passado que possibilitou a participação de animais PC no julgamento estimulou esse incremento”, acredita o presidente.
Jurado – O Jurado desse ano será o criador e pecuarista de Lages/SC Luciano Lopes.
Jornada Técnica – A ACNB vai realizar no dia 26/08, no seu novo estande, na Quadra 36, ao lado da Casa do Mangalarga Paulista, uma Jornada Técnica, evento cujo objetivo é realizar uma atualização quanto aos critérios de seleção da raça assim como uma padronização destes entre os inspetores técnicos. “Junto a isso como forma de promover a expansão da Raça deixamos o evento aberto aos interessados em conhecer as qualidades do Normando” salienta Jacques, acrescentando que dessa maneira haverá dois momentos, o aberto ao público e depois da prática uma reunião somente com os técnicos com a participação de um técnico da Associação Nacional dos Criadores Herd Book Collares.
Serviço:
26/08 – Jornada Técnica – 13h30 min às 18hs – Casa do Veterinário e Prática: Casa do Normando
– Assembleia da ACNB – 18hs – Casa do Normando, quadra 36, ao lado do Mangalarga
27/08 – Julgamento de Classificação – A partir das 14hs na Pista 1 –Bovinos de Corte.
– Entrega de Prêmios – 20hs
– Leilão de Sêmen em prol da ACNB – 21hs
Fonte Agrolink c/Inf. Assessoria
Projeto viabiliza práticas agroecológicas de produção de hortaliças em Goiás
O casal de agricultores familiares Adair e Joselina Lima abriu no início de 2018 as porteiras de sua propriedade, localizada no município goiano de Silvânia, para receber as sementes das hortaliças que seriam cultivadas em sistema orgânico, juntamente com informações sobre as devidas práticas agroecológicas referentes ao sistema. Dois meses depois, porteira aberta mais uma vez para mostrar os resultados em um dia de campo, lembrado por dona Joselina, que conta da satisfação que sentiu em poder mostrar os canteiros de cenoura, beterraba, cebola, alho, repolho, cebolinha, mostarda roxa e alface, e os resultados do trabalho de produção de hortaliças sob sistema orgânico.
“Só faltaram naquele dia o feijão e o milho, que também são plantados do mesmo jeito, mas que já tinham sido colhidos”, lembra.
Realizado em19 de junho último, o dia de campo reuniu produtores na área cultivada por seu Adair e dona Joselina e foi promovido em uma ação conjunta entre a Embrapa Hortaliças (Brasília, DF) e o Movimento Camponês Popular (MCP), que atua como entidade multiplicadora das atividades envolvendo o cultivo orgânico de hortaliças.
As atividades nas terras de seu Adair fazem parte do “Manejo de Hortaliças Associado à Diversidade dos Corredores Agroecológicos”, que se constitui em um Plano de Ação (PA) inserido na fase II do projeto “Agrobio – Corredores Agroecológicos como estratégias para produção de alimentos e sementes, focados no manejo da agrobiodiversidade e sustentabilidade de pequenas propriedades familiares”, conduzido pela Embrapa Cerrados (Brasília, DF) e desenvolvido a partir de 2014.
“Um dos princípios do Agrobio é desenvolver experimentos sobre a questão dos corredores ecológicos e a participação da Embrapa Hortaliças na segunda fase do projeto tem como objetivo a validação do sistema de produção de hortaliças sob práticas agroecológicas”, explica a pesquisadora Mariane Vidal, coordenadora desse Plano de Ação do Agrobio. “As ações do PA contam com a participação de sete pesquisadores da nossa Unidade, melhoristas e fitotecnistas, principalmente, e as atividades vão até o fim de 2018”, acrescenta.
Corredores Afgroecológicos
Corredores são faixas de cultivo, a exemplo de milho e feijão, consorciadas e intercaladas com plantas adequadas ao sistema, como as espécies de leguminosas conhecidas popularmente como adubos verdes.
Os adubos verdes que regeneram o solo e afastam predadores são crotalária, juncea, guandu, feijão de porco, e que incluem ainda o gergelin, utilizado como alimento com bom valor comercial e por ser repelente de insetos-praga – ele fica ao lado dos feijões para atrair a mosca branca e repelir formigas.
Fonte: Embrapa Hortaliças Por Anelise Macedo
Primeiro sumário genômico de vacas Gir será lançado durante Expogenética 2018
A Embrapa Gado de Leite e a Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL) lançam, nesta quinta-feira (23/08), o primeiro sumário de fêmeas jovens e adultas da raça Gir Leiteiro. O lançamento ocorrerá às 14h, durante a Expogenética, que está sendo realizada na sede da ABCZ, em Uberaba-MG. O pesquisador da Embrapa Gado de Leite, João Claudio Panetto, informa que o sumário traz a primeira avaliação genômica de fêmeas jovens, que ainda não entraram na fase produtiva. “A avaliação genômica fornece informações mais precisas para o gerenciamento reprodutivo do rebanho”, afirma Panetto.
Segundo o presidente da ABCGI, Joaquim José da Costa Noronha, a implantação da seleção genômica é um marco no melhoramento genético do Gir Leiteiro. “Desde 1985, quando foi criado o Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, não se observava tamanha motivação entre criadores e técnicos em prol da evolução da raça”, afirma Noronha. No último ano, a ABCGIL e a Embrapa Gado de Leite concentraram esforços nos trabalhos de organização e operacionalização para coleta de material biológico para as ações de avaliação genômica.
O objetivo desses esforços é aumentar o banco de dados de genótipos para melhorar a robustez da equação genômica da raça. “O empenho dos criadores em impulsionar a confecção da ferramenta Genômica fez com que presenciássemos um movimento sem precedentes na pecuária brasileira: a coleta e a genotipagem de amostras de mais de 4.500 animais de 67 criatórios espalhados por todo o País em um curto espaço de tempo, financiado exclusivamente pelos criadores”, relata Noronha.
Para o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, “o sumário é uma importante fonte de informação para os criadores e produtores interessados na seleção dos melhores animais para os seus rebanhos”. Martins explica que a genômica (já utilizada no Sumário de Touros de 2018) permite maior confiabilidade das estimativas, especialmente no caso dos animais jovens. O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite completa: “Estamos orgulhosos de apresentar um trabalho que é um claro exemplo de sucesso de parceria público-privada num momento de grande escassez de recursos”.
Após o lançamento do sumário, haverá a premiação dos proprietários dos animais mais bem classificados nas avaliações genômicas e de todos os associados participantes do projeto Genoma do Gir Leiteiro. Em seguida, será feita a entrega dos resultados individuais de cada criador participante do projeto Genoma do Gir Leiteiro. Técnicos da ABCZ, ABCGIL e pesquisadores da Embrapa prestarão informações e orientações sobre a avaliação genômica na pecuária de leite.
Fonte: Embrapa Gado de Leite Por Rubens Neiva
Pesquisa analisa gestão de resíduos em fazendas no Brasil, Chile e Argentina
Uma pesquisa avaliou percepções, necessidades e obstáculos para o manejo adequado de dejetos em fazendas de leite na América do Sul. O objetivo foi identificar prioridades para estratégias de gerenciamento e transferência de tecnologias para melhorar a gestão dos resíduos.
A consulta foi realizada no Brasil, Chile e Argentina, entre março de 2015 e novembro de 2017, com 593 produtores de leite, técnicos, consultores, funcionários de fazendas, prestadores de serviços, estudantes, pesquisadores e representantes de instituições públicas e de laticínios.
É o primeiro estudo que analisa as percepções do público de interesse sobre o manejo de dejetos na América Latina, considerando três países diferentes, onde o setor de lácteos é uma indústria forte.
Os três possuem 70% dos rebanhos leiteiros da América do Sul e produzem 73% do leite. Dessa forma, a gestão de resíduos é importante devido ao grande volume produzido e ao impacto ambiental que práticas inadequadas podem causar.
De acordo com o pesquisador Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP), nesses países, na maioria das vezes, os resíduos da produção de leite são utilizados de forma incorreta, sem considerar as limitações ambientais,aumentando as chances de causar impactos negativos, como contaminação do solo, emissão de gases e odores para o ar e poluição das águas. “O uso como fertilizante ou para produção de biogás são alternativas para se fazer o manejo de resíduos na propriedade. Mas a falta de gestão ou aplicação em excesso pode resultar em danos ao meio ambiente”, explica Palhares.
Cerca de 90% dos entrevistados reconhece o esterco como um bom fertilizante. Em relação à produção de biogás, 60% consideram uma opção eficaz para tratamento de dejetos animais. No entanto, o manejo complexo, os altos custos e a falta de conhecimento e de leis específicas foram apontados como obstáculos para se fazer a gestão adequada. Também, os entrevistados indicaram necessidades para um melhor gerenciamento: ter um manual de com práticas para o manejo dos resíduos, disponibilida de equipamentos e tecnologias e acesso a análises laboratoriais para caracterização dos resíduos.
Da amostra total, 52% que responderam o questionário são argentinos, 308 pessoas. Brasileiros, 37% (217) e chilenos, 11%. Em relação à profissão, 77% são produtores de leite.
Algumas diferenças aparecem de acordo com o país. Especificamente, em relação ao Brasil, quase todos os entrevistados concordaram com o uso de esterco como fertilizante e que o usariam para substituir o adubo mineral. Para 80% dos brasileiros a biodigestão é uma boa opção para o manejo.
Pouco mais de 60% afirmou que os odores são poluentes e um percentual elevado acredita que não há regulamentação adequada no Brasil para esse tema.
Palhares ressalta que apesar das semelhantes condições produtivas, culturais, econômicas e ambientais dos países, observaram-se diferenças entre o Brasil e os outros dois países. “Isso é resultado dos diferentes níveis de desenvolvimento da aplicação de regulações e programas voltados ao manejo dos resíduos leiteiros. No caso do Chile e Argentina, a discussão sobre o tema e, consequentemente, a sua internalização pelos envolvidos está mais avançada que no Brasil. Por exemplo, no Chile já há alguns anos empresas bonificam o produtor pelas suas práticas ambientais. No Brasil isso começa a ser implementado”, conta.
Os resultados podem contribuir para que esses países estabeleçam planos de manejo dos resíduos, desenvolvimento de políticas públicas e programas de pesquisa e educação.
O estudo foi realizado por pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, Universidade de Buenos Aires, Instituto de Investigações Agropecuárias (INIA – Chile), Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA – Argentina) e Universidade Tecnológica Nacional (Argentina).
Fonte: Embrapa Pecuária Sudeste Por Gisele Rosso
Epamig realiza dia de Campo sobre pecuária de leite
A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) promove, no dia 22 de agosto, o Vale do Piranga Leite. O evento ocorre no Campo Experimental Vale de Piranga, na zona rural de Oratórios (MG) e reúne produtores de cerca de 20 municípios do em torno de Ponte Nova (MG).
A Embrapa Gado de Leite, uma das co-realizadoras do dia de campo estará presente no evento. O pesquisador Glauco Carvalho profere a palestra de abertura, com o tema: Perspectiva para a pecuária de leite e a competitividade brasileira. Os também pesquisadores da instituição Carlos Gomide e Mirton Morenz falarão sobre formação e manejo de pastagem e alimentação do rebanho na seca.
Outros temas que serão abordados no dia de campo são:
- Gestão financeira da propriedade;
- Sanidade animal;
- Importância da qualidade do leite na fabricação de derivados lácteos.
O objetivo do evento é promover a difusão de tecnologias e a troca de experiência entre os pecuaristas.
Fonte: Embrapa Gado de Leite Por Rubens Neiva
Sumário de Touros ABCZ-Embrapa é lançado com dados de avaliação genômica
Criadores, técnicos, pesquisadores e profissionais do setor tiveram acesso aos primeiros dados de avaliação genômica do Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ). Foi lançado nesta segunda-feira (20) o Sumário de Touros desenvolvido pela ABCZ e Embrapa, por meio do programa Geneplus. Essa a primeira edição do projeto desenvolvido de forma integrada pelas duas instituições, que, além das avaliações genômicas da raça Nelore, reúne a avaliação genética de animais Brahman, Gir, Guzerá, Indubrasil, Sindi e Tabapuã.
“Esse é um evento de grande importância para o país. Estamos dando um enorme passo dentro do trabalho de melhoramento genético das raças zebuínas, e, consequentemente, da pecuária nacional”, destacou o diretor Técnico da ABCZ, Valdecir Marin, durante a abertura do evento.
Em uma apresentação compartilhada entre pesquisadores e técnicos das duas entidades, o público conheceu um pouco mais da metodologia usada para o desenvolvimento do Sumário, que considerou a avaliação genética de pouco mais de 14 milhões de animais, incluindo 12.277 genótipos da raça Nelore. O alto número já é um reflexo da parceria, que uniu o banco de dados dos dois programas. Desse total, cerca de 2.510 touros tiveram as avaliações divulgadas na edição impressa do sumário.
“Nessa versão precisamos reduzir um pouco a quantidade de avaliações publicadas, por conta do tamanho do arquivo. Então utilizamos um filtro de acurácia para selecionar os animais. Já na versão online do sumário devemos trazer os dados de aproximadamente 50 mil animais”, explica Henrique Torres Ventura, superintendente-adjunto de Melhoramento Genético.
A importância da parceria para a criação de um sumário unificado entre PMGZ e Geneplus também foi ressaltada pela Embrapa. O pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Luís Otávio Campos Silva, define o projeto como ‘um novo momento para as duas entidades’.
“Nós já tivemos uma parceria anteriormente que durou cerca de 30 anos. E agora voltamos com uma vontade muito maior de produzir algo ainda melhor para os criadores. Estamos disponibilizando uma ferramenta com um potencial enorme para esses pecuaristas, mas para que ela realmente seja efetiva, precisa ser usada”, destaca ele.
Genômica
Seguindo a proposta de utilização da genômica no processo de melhoramento genético das raças zebuínas, a previsão da ABCZ é de que até o fim do ano que vem a quantidade de avaliações genômicas no banco de dados do PMGZ salte dos atuais 12.277 animais para cerca de 100 mil.
“Nós já temos programado, em execução, aproximadamente 50 mil genotipagens. Elas devem ser concluídas até o final desse ano. Então, seguramente, iremos atingir esses 100 mil até o fim de 2019”, garante o superintendente Técnico da ABCZ, Luiz Antonio Josahkian.
Fonte: Embrapa Gado de Corte Por Assessoria de Imprensa ABCZ
5º Leilão Genética Senepol registra média de R$ 13 mil por animal
O 5º Leilão Genética Senepol MT registrou média de venda de R$ 13.183,14 por animal. A melhor média para a raça no Brasil. Foram levados a leilão no domingo (19) 150 touros e 40 novilhas prenhes ou paridas. O sucesso é creditado pela excelência e superioridade genética da raça Senepol em Mato Grosso que a cada dia tem chamado à atenção dos pecuaristas de todo o Brasil.
Os animais eram provenientes do Criatório Senepol da Conquista, do selecionador Fábio Mello, e da Senepol Coroados, de propriedade do produtor Jorge Basílio, ambos pioneiros na criação da raça Senepol em Mato Grosso. O leilão foi realizado pela Estância Bahia Leilões e transmissão pelo Canal Terraviva.
Lances de diversos lugares do país foram recebidos durante cerca de sete horas de leilão de produtores em busca de excelência e superioridade genética.
O leilão foi virtual, que tem como grande diferencial a comodidade oferecida ao comprador, pois pode adquirir os animais de sua casa, e evita o estresse dos animais no transporte até o local do evento.
O 5º Leilão Genética Senepol MT trouxe ainda aos compradores como benefício à facilidade de frete, uma vez que foi gratuito para toda malha viária do país, além de condições de pagamento que seguiram as mesmas diretrizes praticadas nos principais leilões do país, sendo 36 parcelas, sempre 2+2+2+30.
A raça Senepol está presente no Brasil há 18 anos e a cada ano vem ganhando espaço, em especial no estado de Mato Grosso, através de cruzamento com outras raças, como a Nelore. Entre os motivos que levam a tal fato é a tolerância ao calor, docilidade, maciez da carne, pelo zero, fertilidade, rápido crescimento entre outros.
Por Viviane Petroli – Assessoria de Imprensa Estância Leilões
Abiarroz participa do Diálogo Conab-USDA
A Abiarroz participou, nesta segunda-feira (20), do evento Diálogo Conab-USDA, promovido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em que foram apresentadas análises para a safra 2018/2019 de arroz, soja e milho.
Para a atual safra 2017/18, com base na última estimativa de produção de arroz da Conab, de 12.025,2 mil toneladas, o modelo econômico produção nacional projeta um preço médio de R$46,10/50kg ao longo do período de comercialização. Porém, estima-se que o preço médio praticado deverá ficar abaixo deste patamar.
Segundo as projeções econométricas, os preços médios para a Safra 2018/19, mantendo-se a produção dentro da média histórica de 12 milhões de toneladas, deve ficar próximo de 46,10/50kg. Por ocasião da entrada da safra, a perspectiva de preço médio é de R$42,15/50kg. No Estado do Rio Grande do Sul, a estimativa de preços para o período de colheita da safra 2018/19, é de R$42,00/sc.
Os números apresentados pelo gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, Sérgio Roberto Gomes dos Santos Júnior, apontam que o cenário nacional e internacional para o arroz estiveram em situações opostas no primeiro semestre de 2018. A boa produção mundial foi acompanhada de aumento da demanda, o que acarretou alta nos preços.
No Brasil a produção do grão manteve-se dentro da média histórica. Mas a expectativa de aumento no estoque de passagem acarretou significativa desvalorização nos preços locais, uma vez que aumenta o poder de barganha das indústrias, frente aos produtores. Esta tendência, entretanto, não se concretizou, devido aos significativos superávits na balança comercial, a partir de novembro de 2017. Hoje, a projeção é de estoque de passagem reduzido para a próxima safra, de 586,8 mil toneladas, e de mais equilíbrio entre a oferta e a demanda interna.
No panorama nacional, em relação aos dados de consumo para a safra 2017/18, a Conab trabalha com a média de consumo das últimas dez safras, ou seja, projeta-se um consumo de 12,0 milhões de toneladas, estável em relação ao período anterior.
Para o atual e próximo período comercial, estima-se que o Brasil terá uma taxa de crescimento moderada, de forma que o Boletim Focus do Banco Central do Brasil indica uma expansão do Produto Interno Bruto de 1,5% para 2018 e, de 2,5%, para 2019, o que refletirá na manutenção da demanda interna de arroz.
Quanto à balança comercial, para a safra 2017/18, a perspectiva é de superávit de 150 mil toneladas do grão.
Apesar da recuperação nos preços ao produtor, atacado e varejo, as cotações seguem significativamente abaixo da média histórica inflacionada (preços reais). A média dos preços reais corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desde de março de 2000 até julho de 2018, ficou calculada em R$46,71/sc, sendo a média de julho de 39,53R$/sc.
Cenário internacional
No mercado internacional, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), a produção mundial de arroz base beneficiado ficará em 487,8 milhões de toneladas na safra 2018/19, retração de aproximadamente 800 mil toneladas em relação à safra 2017/18.
O consumo mundial está estimado em 487,9 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 6,4 milhões de toneladas.
Por Huda Rode – Assessoria de Comunicação
Países precisam definir controle do javali
Em reunião no Ministério da Agricultura, representantes do Serviço Veterinário Oficial e do setor produtivo incluindo criadores de ovinos, bovinos, Federação da Agricultura do RS, debateram os problemas que vem sendo provocados pela super população de javali no estado. O diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Jorge Caetano Jr, veio conhecer o trabalho realizado pelo programa de Sanidade Suídea local. A médica veterinária Fernanda Amaral, da Secretaria da Agricultura, falou sobre o trabalho realizado para a formação de agentes de controle populacional. Só em 2017 foram capacitados mais de 380 agentes. Conforme Fernanda, a contrapartida para a autorização da caça é a coleta de amostras dos animais abatidos. “Isso permitiu um aumento do número de amostras que pode dar um novo panorama sobre as condições destes animais no Rio Grande do Sul”, afirmou.
O diretor do DSA informou que os prejuízos econômicos são graves, mas a justificativa mais importante para o controle do javali é sanitário. O animal pode transmitir uma série de doenças e muitas delas são zoonoses. Segundo Jorge Caetano é preciso estabelecer uma estratégia regional, envolvendo os países vizinhos. “não tem javali brasileiro, argentino ou uruguaio. Ele tende a padronizar o padrão sanitário dentro da sua subpopulação. E aí os países têm que trabalhar em conjunto”, pontuou. Caetano disse ainda que o setor produtivo deve pautar o tema como prioridade junto ao Ministério da Agricultura. “Teremos reunião do Grupo Farm (Federação das Associações Rurais do Mercosul) na Expointer e esse tema deve ser levado em conjunto para seus respectivos ministérios da agricultura”, sugeriu.
O presidente do Fundesa, Rogério Kerber, afirmou que o setor produtivo vinha há mais de dez anos alertando as autoridades ambientais sobre os riscos da superpopulação do javali. “Agora a situação saiu de controle. É preciso agir com precisão para solucionar o problema”, alertou.
Fonte: Thais D’ávilla
Trouw Nutrition reforça programas exclusivos para pecuária de leite na Fenacampo (MG)
A Trouw Nutrition, uma das líderes globais em nutrição animal, estará presente na Fenacampo, entre os dias 29 de agosto e 1 de setembro, em São Gotardo, importante região leiteira de Minas Gerais. A empresa levará soluções e tecnologias para gado leiteiro, contribuindo para o aumento da produtividade. Destaque para o programa LifeStart e os produtos Sprayfo para alta performance dos bezerros nos primeiros meses de vida e a linha Reviva: suplemento energético para vacas pós-parto.
A empresa também apresenta a tecnologia IntelliBond, a mais avançada e exclusiva tecnologia mineral, em seus produtos para pecuária de leite da marca TNLeite, para oferecer aos bovinos de leite uma suplementação que assegura o melhor desempenho dos animais.
O cenário da atividade em Minas Gerais é favorável para o aumento da produtividade, tendo em vista a melhoria dos preços do leite ao produtor. Atualmente, MG responde por cerca de ¼ da produção leiteira nacional.
Para contribuir com o melhoria do resultado dos produtores, a Trouw Nutrution levará à Fenacampo exemplos de inovação em suplementação alimentar para vacas e bezerros. São linhas compostas por sucedâneos lácteos para nutrição de bezerras, especialidades, aditivos e soluções minerais para todo o rebanho. “É indiscutível que quanto mais eficiente for a dieta melhor será o desempenho dos animais no desenvolvimento para a produção de leite. Por isso, a Trouw Nutrition oferecem soluções que asseguram eficiência e produtividade, incorporando segurança e bem-estar animal”, destaca Geraldo Filgueiras, gerente de bovinos da Trouw Nutrition.
A Fenacampo será realizada no Parque de Exposições de São Gotardo – MG (Rodovia MG-235).
Caroline Baptista –TEXTO COMUNICAÇÃO CORPORATIVA



