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Problemas na safrinha são “apenas especulação”

“Ainda não aconteceram. E o clima é caprichoso”, diz T&F Consultoria

Na visão da T&F Consultoria Agroeconômica, até o momento os “problemas” com o milho safrinha são “apenas especulações”. “Ainda que baseadas em observações meteorológicas, mas ainda não aconteceram. E o clima é caprichoso”, aponta o analista Luiz Fernando Pacheco.

“Mesmo que falte, se poderá contar com milho importado que, embora caro, dará fôlego de um mês aos compradores e obrigará os vendedores a capitularem, recomeçando as compras de milho nacional mais barato. É uma guerra de braço”, explica.

Segundo ele, os preços do milho estão patinando ao redor de R$ 40,00/saco CIF e não avançam no mercado físico porque esse valor (além do farelo a mais de mil e duzentos reais por tonelada) “quebram o orçamento de qualquer fábrica de ração. Além disso, os problemas de exportação de carne tendem a reduzir a demanda por milho”.

 “Então, a situação é a seguinte: os vendedores que podem, estão segurando os lotes, na tentativa de aumentar os preços; os compradores que podem, não estão aceitando. O problema são os que não podem, de um lado e de outro: se vendedor, deverá aceitar vender mais barato; se comprador, deverá pagar mais caro. Mas ambos são exceções. No geral, o mercado está travado, por alguns dias, enquanto se consomem os estoques disponíveis já comprados pelas fábricas de ração e pelas granjas”, argumenta.

O especialista aponta, porém, que chegará fatalmente em que os estoques dos compradores se esgotarão e terão que ser repostos: “Resta saber quem vai ceder primeiro: se os compradores ou os vendedores. Este jogo se vê claramente quando os compradores buscam milho em regiões mais baratas, como MS, GO, etc.. Mas, acreditamos que os preços não devam subir muito acima de R$ 40,0/saca, pela própria impossibilidade do custo dos compradores”.

Fonte: Agrolink / Leonardo Gottems

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