Por Laura Medeiros
A importação brasileira de lácteos em julho totalizou 117 milhões de litros em equivalente leite, alta de 43,4% frente a junho/18 principalmente devido ao aumento de 61,7% nas compras de leites em pó. Com a elevação das importações, a balança comercial de julho apresentou déficit de 114 milhões de litros de leite, 48% acima do verificado no mês anterior.
As compras externas de leites em pó integral e desnatados representaram 73,8% do total adquirido em julho, totalizando 86 milhões em equivalente leite. Os países que mais exportaram leite em pó ao Brasil foram a Argentina (53% do total) e o Uruguai (40% do total). O volume negociado é 5,59% maior do que o registrado em julho do ano passado e esteve atrelado ao encarecimento do leite cru brasileiro nos últimos meses, o que favoreceu a competitividade do derivado estrangeiro.
De junho para julho, houve queda de 1,6% no preço médio dos leites em pó importados, chegando a US$2,49/ kg, o menor valor nominal do ano. Mas, ao mesmo tempo, a valorização do dólar frente ao Real foi contínua desde o início do ano (alta de 16,1% no acumulado jan-jul) e chegou a média de R$3,83 em julho, alta de 1,2% frente a junho. Isso significa que a média do leite em pó importado foi de R$9,52/kg, valor 43,1% menor que o preço médio do leite em pó nacional calculado pelo Cepea em julho, de R$16,74/kg.
Ainda assim, quando se analisa o volume total das importações de leites em pó do primeiro semestre de 2018 em relação ao de 2017, observa-se que há queda de 34,2%. Este cenário é reflexo principalmente da demanda enfraquecida no mercado doméstico, o que limitou sobremaneira as compras externas no período.
EXPORTAÇÕES – Quanto às exportações de julho, que totalizaram 3,576 milhões de litros em equivalente leite, houve queda de 27,5% no volume embarcado em relação ao mês anterior e de 49,4% frente a jul/17. Os lácteos mais exportados foram os queijos e o leite condensado, com 55,7% e 30,1% de participação, respectivamente. Os principais compradores de queijos brasileiro foram o Chile (27,2% do total) e a Rússia (26,9%). Em relação à compra do leite condensado brasileiro, se destacam Trinidad Tobago (26,5%), Paraguai (18,8%) e Chile (15%).
Fonte: Cepea



