O principal ponto apresentado nestas Instruções Técnicas é que o vírus da COVID-19 é essencialmente transmitido de humano para humano. De acordo com os pesquisadores, o SARS-CoV-2 continua se disseminando amplamente entre as pessoas e novos estudos, sobre as características do agente e hospedeiros que este podem infectar, demostraram que suínos e outros animais de produção não se infectam com o vírus.
Por conta do contágio ser em humanos, os pesquisadores destacam a importância de adotar medidas de biosseguridade nas granjas, restringindo o acesso desnecessário de pessoas nas instalações, além de reforçar as medidas indicadas para evitar o contágio da COVID-19.
Nestas medidas estão orientações como a prática de desinfecção rotineira de materiais que entram na granja. Também, durante a execução do trabalho, que os produtores mantenham distanciamento mínimo de 1 metro de pessoas, mesmo sem sintomas aparentes, e mantenham as medidas de higiene pessoal. Os pesquisadores reforçam ainda que o produtor use roupas e calçados próprios da granja durante a execução do trabalho e, quando possível, tome banho antes do acesso à granja. Ao retornar a sua residência, retire os sapatos, lave as mãos com água e sabão, e se possível tome banho imediatamente.
Nos documentos elaborados, os pesquisadores explicam sobre os vírus da família Coronaviridae, que possui espécies que causam infecções comuns em humanos e animais. Alguns Coronavírus (CoV) são zoonóticos (transmissíveis entre humanos e animais), entretanto, a grande maioria não é. Como exemplo, o vírus da PED (Diarreia Epidêmica dos Suínos) e TGE (Gastrenterite Transmissível), que apresentam enfermidades causadas por diferentes vírus da família Coronaviridae, sendo que ambos acometem apenas suínos, nos quais causam doenças altamente contagiosas que cursam com diarreia provocando perdas por mortalidade de leitões e de desempenho. Na avicultura, o exemplo é o vírus da Bronquite Infecciosa, membro da família CoV e que acomete apenas galinhas, nas quais causa doença altamente contagiosa e perdas econômicas na avicultura.
Fonte: Embrapa
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