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Cultura do algodão pode ser otimizada com a correta utilização de adubos, explica pesquisadora

Foram apresentadas técnicas e exemplos, em sistemas integrados, durante a TECNOSHOW COMIGO

Cultura que vem crescendo no nível de interesse do produtor, o algodão e as formas de otimizar insumos
para a produção foram destaques na tarde desta segunda-feira, dia 09 de abril, na programação da 17ª
TECNOSHOW COMIGO. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Embrapa Algodão, Ana Luiza Dias
Borin, tratou da questão na palestra “É possível otimizar as adubações nos sistemas de produção do
algodoeiro?”, dentro das atividades da Casa da Embrapa.

De acordo com Ana Luiza, com o atual uso da soja precoce, abriu-se uma janela de oportunidade para se
semear algodão. E, nesse ponto, o algodão safrinha veio como possibilidade muito mais rentável, às
vezes, do que o próprio milho. De acordo com ela, hoje, no Mato Grosso, por exemplo, 70% do algodão
semeado é em segunda safra. “Se tornou uma realidade até para quem é produtor de algodão. Ele tem
preferido usar a safrinha do que a safra convencional nas regiões que o clima permite”, avalia.

No entanto, a pesquisadora alerta que cerca de 25% do custo total de produção do algodão vem dos
adubos, o que demanda melhores estratégias de como usar o recurso. “O algodoeiro é uma cultura muito
exigente em nitrogênio, fósforo e potássio. Mas quando a gente faz um levantamento do uso de
fertilizantes, vemos que o produtores não estão aplicando de acordo com exigência da cultura”, explica.
Um exemplo é que, hoje, apesar de ser extremamente tecnificada, há produtores que utilizam em
excesso o fósforo, que é o terceiro nutriente em nível de exigência. “É possível reduzir algumas doses ou
até mesmo utilizar o algodoeiro como uma cultura chave para fertilizar o solo para outras culturas”,
salienta.

Nesse ponto, ela destaca que é preciso conhecer muito bem a planta do ponto de exigência nutricional, a
quantidade necessária e em que momento é mais crucial a entrada desse nutriente. A partir daí, ela
exemplifica que há diversas situações que podem ser aproveitadas.

Ela conta que no Oeste da Bahia, por exemplo, os produtores fizeram uma adubação pesada do algodão e
a soja que veio na sequência já não precisou ser adubada. “Eles trabalham toda a soja semeada na
mesma linha de produção do algodão e não utilizam fertilizantes”. Em outros casos, há sistemas em que é
possível entrar adubando uma cultura que antecede o algodão, como em áreas de integração lavoura-
pecuária. “Muitas pessoas já usam adubação potássica por exemplo na braquiária antes do processo de
dessecar e, no algodoeiro, só algumas coberturas pontuais.”

TECNOSHOW COMIGO
Considerada uma das principais feiras de tecnologia rural do Brasil e a maior do Centro-Oeste, a
TECNOSHOW COMIGO chega à sua 17ª edição, em 2018, com a expectativa de realizar mais de R$ 1,7
bilhão em negócios – recorde apresentado na edição de 2017. Realizada pela Cooperativa Agroindustrial
dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (COMIGO), o evento espera receber, neste ano, mais de 102
mil visitantes e 550 expositores de vários estados brasileiros e até de outros países, entre os dias 09 e 13
de abril, em uma área de 60 hectares do Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO). Durante
os cinco dias de evento, serão apresentadas tecnologias e novidades em máquinas, veículos e
equipamentos agropecuários, insumos e resultados de pesquisas, além de demonstrações e lançamentos
de novas variedades de cultivares, plots agrícolas em vários experimentos, espaço ambiental,
apresentações, palestras com especialistas renomados e dinâmicas de animais. Também serão
disponibilizadas linhas de crédito e financiamento voltadas ao produtor rural, por meio de instituições
financeiras, e atividades diversas pensadas para todos os envolvidos no agronegócio brasileiro.

FICHA TÉCNICA
17ª TECNOSHOW COMIGO
Data: 09 a 13 de abril de 2018 (segunda a sexta-feira)
Local: Centro Tecnológico COMIGO (CTC) – Rio Verde – GO (Anel Viário Paulo Campos, Km 7, Zona Rural)
Horário: 8 às 18 horas

Serviço: Geração e Difusão de Tecnologias Agropecuárias, Exposição de Máquinas e Equipamentos,
Palestras, Exposição de Animais e Dinâmicas de Pecuária.

Assessoria de Comunicação da COMIGO

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