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ABPO, IHP e Instituto Panthera iniciam expedições científicas nas fazendas do Pantanal

Para minimizar a predação de bezerros por grandes felinos

A Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO) em parceria com o Instituto do Homem Pantaneiro (IHP) e com o Instituto Panthera, iniciou uma série de visitas científicas em fazendas no Pantanal. O projeto piloto busca estratégias para diminuir a perda de bezerros por grandes felinos, como a onça-parda (Puma concolor) e onça pintada (Panthera onca), e analisar quais ações podem ser introduzidas nas fazendas da região do Pantanal.

“A parceria da ABPO com o IHP potencializa a conservação da fauna por parte dos pecuaristas do Pantanal, já que é interessante para todos que habitam essa região que o bioma seja preservado e que haja consciência da população sobre os feitos dos pecuaristas locais em relação à preservação do meio ambiente. Além disso, a expedição ajuda a identificar quais das ações implementadas para minimizar a perda de bezerros por felinos estão, de fato, trazendo bons resultados, o que deve ajudar nossos associados no controle de predação de onças”, conta Eduardo Cruzetta, Presidente da ABPO.

O projeto visa desenvolver alternativas para minimizar a predação dos bovinos por onças e acontece em três fazendas modelos, localizadas em Nhecolândia, Nabileque e Aquidauana. Após a conclusão das expedições científicas, a tarefa das associações parceiras será de levar os métodos empregados com sucesso para os produtores rurais em todas as regiões do Pantanal.

“Iniciamos um trabalho incrível de redução de conflitos entre grandes felinos e os rebanhos pantaneiros. É necessário encarar esse problema, contabilizar os prejuízos, e transformar esse passivo em ativo. Atualmente a preservação fica a cargo dos produtores, o desafio agora é mitigar os danos e compensar os produtores rurais comprometidos com a conservação da Biodiversidade”, explicitou Silvio Balduino, Gerente Executivo da ABPO.

Para o IHP, ações como essas beneficiam toda a sociedade: “O Instituto Homem Pantaneiro tem um compromisso com a sobrevivência do homem pantaneiro, suas atividades econômicas e das espécies que sempre fizeram e trouxeram o diferencial para o Pantanal. Encontrar o ponto de equilíbrio, assegurando a permanência do homem e da sua cultura, é o nosso desafio. E a ABPO representa o caminho que o IHP há muito tempo busca, que é justamente a aproximação da conservação com a produção, onde existe uma conta, um prejuízo, que o pantaneiro absorve sozinho, e que esse é um benefício que a sociedade tem com a sobrevivência de espécies como a onça pintada”, afirma o coronel e presidente do IHP, Ângelo Rabelo.

Com essa iniciativa, as associações esperam encontrar novos meios de respeitar e valorizar a cultura do homem pantaneiro e implementar estratégias antipredação. “O pantanal é um exemplo de que a produção pode acontecer em harmonia com a proteção e conservação da fauna. Não é à toa que temos um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil e, ao mesmo tempo, uma das maiores populações de onças pintadas do mundo”, enfatiza Diego Viana, médico veterinário do IHP.

A parceria entre a ABPO, IHP e a Fundação Panthera também conta com o apoio do governo do estado e do Sebrae e procura encontrar maneiras de melhorar ainda mais a relação do pecuarista pantaneiro com a fauna e flora local. Por meio de estudos científicos é possível expandir melhores práticas, minimizando a perda de bezerros por grandes felinos e reafirmando que a pecuária e a conservação do Pantanal são feitas de maneira harmônica.

Fonte: Ana Reis

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