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Manejo responsável da água aumenta produtividade da agricultura irrigada

Durante palestra no estande da UniRV, especialista fala
sobre carência do setor por mão de obra qualificada

O professor da Universidade de Rio Verde (UniRV), Gilmar Oliveira Santos, recebeu, com uma boa notícia, o
público, majoritariamente jovem, que esteve no estande da entidade de ensino para saber mais sobre o
manejo da água na agricultura irrigada. “O mercado está carente de profissionais que saibam manusear
com responsabilidade esse recurso, que é tão essencial para a atividade agropecuária”, afirmou ao iniciar a
palestra na tarde desta terça-feira, 10, durante a 17ª TECNOSHOW COMIGO. “A área irrigada no Brasil é
promissora. Estima-se que ela cresça, em média, 200 mil hectares por ano. E no sudoeste goiano não é
diferente. O que precisamos é quebrar o paradigma de que usamos a água de maneira inconsequente. A
melhor forma de fazer isso é formando profissionais capacitados e comprometidos que saibam fazer
gestão do recurso na agricultura, aumentando a produtividade da área e transformado água em alimento.”

Na opinião do especialista, com informações de qualidade e uma consultoria correta o produtor conseguirá
entender que não basta molhar a plantação. É preciso irrigar levando em consideração a evaporação do
que fica apenas na superfície do solo e a transpiração das plantas – motivada por fatores como radiação,
temperatura, umidade e velocidade do vento. “Aqui, em Rio Verde, por exemplo, o valor médio de
transpiração é de 3,8 milímetros de água por dia. Ou seja, todos os dias cada metro quadrado de área
plantada libera 3,8 litros de água. Se temos um pivô central em uma área de 100 hectares estamos
gastando 3,8 milhões de litros de água por dia. Realmente consumimos muita água. Mas se houver
planejamento e entendimento isso não será gasto, e sim investimento.”

Outro ponto importante levantado por Gilmar é a quantidade de produtores que ainda insistem em
explorar o recurso sem autorização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Recursos Hídricos,
Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima). “Com a aprovação do Código Florestal
Estadual e a obrigatoriedade do preenchimento do CAR [Cadastro Ambiental Rural] a situação vem
melhorando, mas ainda temos exemplos ruins”, denuncia. Para ele, a orientação de um profissional nesses casos é de grande valia, assim é possível ainda, além da validação da outorga da água, fazer um
planejamento mais amplo em relação à adaptações ambientais exigidas por lei.

Terra conhecida abaixo dos pés
O professor destaca que não adianta saber o ‘beabá’ da teoria e não conhecer as especificidades do solo
que vai receber a irrigação. “É preciso analisar a velocidade de infiltração daquele ambiente. Se eu tiver um
solo arenoso ele vai absorver mais, se for argilosos, menos. O CAD [Capacidade de Água Disponível]
também deve ser levado em conta, já que é ele o responsável por apontar o nível da água no subsolo e é
partir dessa informação que o produtor vai saber a quantidade de água para aquela determinada cultura”,
afirma.

Nessa etapa também entra a importância do conhecimento sobre a qualidade da água. “Quando se
trabalha com o sistema de pivô isso raramente é levado em conta, já que não há um filtro muito rigoroso
na passagem do líquido. O problema é que as impurezas podem decantar e entupir as saídas de água.
Nesses casos, é comum encontrarmos acúmulo de cálcio, ferro, magnésio e sedimentos em geral. Já na
realidade dos pequenos irrigantes, que trabalham com culturas de consumo direto como alface, cebolinha
e salsinha, não é difícil detectarmos, inclusive, água com coliformes”, alerta.

TECNOSHOW COMIGO
Considerada uma das principais feiras de tecnologia rural do Brasil e a maior do Centro-Oeste, a
TECNOSHOW COMIGO chega à sua 17ª edição, em 2018, com a expectativa de realizar mais de R$ 1,7
bilhão em negócios – recorde apresentado na edição de 2017. Realizada pela Cooperativa Agroindustrial
dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (COMIGO), o evento espera receber, neste ano, mais de 102 mil
visitantes e 550 expositores de vários estados brasileiros e até de outros países, entre os dias 09 e 13 de
abril, em uma área de 60 hectares do Centro Tecnológico COMIGO (CTC), em Rio Verde (GO). Durante os
cinco dias de evento, serão apresentadas tecnologias e novidades em máquinas, veículos e equipamentos
agropecuários, insumos e resultados de pesquisas, além de demonstrações e lançamentos de novas
variedades de cultivares, plots agrícolas em vários experimentos, espaço ambiental, apresentações,palestras com especialistas renomados e dinâmicas de animais. Também serão disponibilizadas linhas de
crédito e financiamento voltadas ao produtor rural, por meio de instituições financeiras, e atividades
diversas pensadas para todos os envolvidos no agronegócio brasileiro.

FICHA TÉCNICA
17ª TECNOSHOW COMIGO
Data: 09 a 13 de abril de 2018 (segunda a sexta-feira)
Local: Centro Tecnológico COMIGO (CTC) – Rio Verde – GO (Anel Viário Paulo Campos, Km 7, Zona Rural)
Horário: 8 às 18 horas
Serviço: Geração e Difusão de Tecnologias Agropecuárias, Exposição de Máquinas e Equipamentos,
Palestras, Exposição de Animais e Dinâmicas de Pecuária.

Assessoria de Comunicação da COMIGO

Assessoria de imprensa da TECNOSHOW COMIGO

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