Por Ivan Barreto
Apesar de os custos de produção registrarem altas sucessivas em 2018, a receita do produtor também está em forte elevação. Nesse cenário, há melhora das margens e, consequentemente, do poder de compra, melhorando a viabilidade da atividade leiteira.
A competição por matéria-prima entre os laticínios, em função do avanço da entressafra no Sudeste e Centro-Oeste e dos atrasos da chuva no Sul, resultou em expressiva alta de 14% no preço do leite em julho na “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), calculada pelo Cepea. Com isso, a relação de troca de litros de leite por saca de milho de 60 kg (Indicador ESALQ/BM&F) ficou favorável ao produtor. Em junho, eram necessários 31,3 litros de leite para comprar uma saca do grão. Em julho, bastavam 25,2 litros para adquirir o produto. É importante ressaltar que a saca de milho está 34% mais cara do que no mesmo mês de 2017, quando tinha média de R$ 27,72, em valores reais deflacionados pelo IPCA de junho de 2018. Em julho, a média foi de R$ 37,22/sc.
Por conta da menor produção de milho na segunda safra, o aumento nos itens que compõem a dieta, inclusive, elevou o custo de produção da pecuária leiteira pelo sétimo mês consecutivo em julho. De junho para julho, os grupos de suplementação mineral e concentrado subiram 2,13% e 1,54% na “média Brasil” e o Custo Operacional Efetivo (COE), que representa os desembolsos correntes da propriedade, registrou aumento de 0,93% em relação a junho. Desde o início do ano, a alta acumulada é de 6,6%.
Fonte: Cepea



