As cotações de milho subiram com força no mercado interno na primeira quinzena de agosto. A baixa disponibilidade interna, devido à menor produção na segunda safra 2018/19, e a retração vendedora impulsionaram os valores.
Apesar do avanço da colheita nas principais regiões brasileiras, produtores negociam apenas quando existe a necessidade de fazer caixa. Já compradores, parcialmente desabastecidos, aceitaram os patamares mais altos para negócios pontuais.
A baixa disponibilidade no mercado interno é reflexo da menor área plantada na segunda safra 2018/19 e dos impactos da quebra de produção devido à estiagem durante o desenvolvimento das lavouras no Paraná, em Mato Grosso do Sul e Goiás. Segundo a Conab, a produção brasileira deve somar 55,3 milhões de toneladas, 17,8% abaixo do registrado na temporada anterior.
Nesse cenário, na parcial do mês (até o dia 15), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (base Campinas/SP) fechou com média de R$ 40,97/saca de 60 quilos no dia 15, forte alta de 10,1% frente à julho. No ano, o Indicador acumula elevação de 22,6%, fechando a R$ 41,39/saca de 60 quilos no dia 15.
Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, o preço da saca de 60 quilos do milho avançou 3,4% no mercado de balcão (preço pago ao produtor) e, no disponível (negociação entre empresas), 3,7% no acumulado do mês (entre 1º e 15 de agosto).
Refletindo a preocupação quanto à disponibilidade de cereal para os próximos meses, as cotações na B3 também avançaram. O vencimento Set/18 subiu 0,8%, fechando a R$ 41,5/sc no dia 15, enquanto o Nov/17 se valorizou 0,5%, a R$ 43,13/sc.
Fonte: Cepea



