Foco nos pontos fortes!
O Marfrig, divulgou recentemente uma mudança em sua governança. Eduardo Miron foi nomeado novo CEO (do inglês – chief executive officer) e com isso, veio o foco para excelência operacional.
Segundo a empresa, o desafio agora é de consolidar a National Beef (adquiria recentemente) e também reduzir alavancagem, descartando aquisições relevantes. Crescer com os ativos próprios – ou com o que se tem!
Neste quesito, além da eficiência operacional, ganha importância a maximização da eficiência de gestão. A situação é muito parecida com a de muitos, e é preciso sempre avaliar se precisamos otimizar o retorno do que temos, antes de pensar em ter mais.
Para tal, além dos incrementos de produtividade, é preciso melhorar a eficiência da sua gestão como um todo – processos internos, estratégia comercial, emprego do capital, etc. Como você tem atacado este ponto, produtor?
Agarre oportunidades
Em relatório divulgado, o Rabobank aponta que os chineses possivelmente aumentarão as importações de carnes de suínos e de outras carnes – incluindo a bovina – no ano que vem. Entre os motivos estão surtos de febre suína africana, que se continuarem podem comprometer a produção doméstica chinesa, e favorecer o consumo de outras fontes de proteína.
No primeiro semestre deste ano, as importações de carne bovina pelos chineses aumentaram 40% em relação a 2017. Ótimo! Vamos aproveitar essa oportunidade e vender mais carne para os chineses! Mas não vamos dar um ponto sem nó!
Recentemente, o mundo tem mostrado como questões político-econômicas podem influenciar a economia de todos os setores – inclusive do agronegócio. Os chineses foram o destino de mais 70% das nossas exportações de soja em 2017. E estão abarcando cerca de 20% da carne de bovinos atualmente.
Com tudo correndo bem, ótimo! Mas tenhamos sempre um “pé atrás”. Ninguém – inclusive você, produtor – quer ficar refém de apenas um parceiro comercial. Tenha uma estratégia comercial que pensa além de números!
Cuidado com ameaças externas
Autoridades turcas afirmaram ter encontrado um boi brasileiro com antraz, dentro de uma carga de cerca de 4 mil animais vivos para eles exportados. A doença é uma zoonose – ou seja, pode infectar também seres humanos – e se confirmada terá um tremendo impacto comercial.
Mais uma vez, sanidade e saúde pecuárias estão em pauta! A afirmação foi rebatida pelo Ministério da Agricultura, afirmando que os animais cumprem quarentena antes de partirem, e que são examinados antes do embarque – abrindo a possibilidade de a doença ter sido contraída durante a viagem.
Independente do motivo, cada vez mais, riscos comerciais se tornam um ponto de grande atenção para o sucesso do agronegócio. Dessa vez, o Ministério agiu rapidamente.
Além de confrontar as acusações, publicou novas regras visando melhorias nos processos de embarque de animais exportados vivos. Como você tem se comportado para situações como esta? Medidas corretivas quando problemas ocorrem, ou preventivas tendo em mente tendências e riscos comerciais externos?
E minimize seus pontos fracos!
A BrasilAgro, reportou 296 milhões de receita líquida no ano de 2018, um incremento de 62% em relação a 2017. Para tal, contribuíram os incrementos de produtividade e também a venda de parte de uma de suas fazendas.
Ué, mas venda de ativos imobilizados não são desinvestimentos?! Depende! Vamos rever os objetivos do agronegócio. A BrasilAgro é uma empresa focada no desenvolvimento de terras. Ou seja, a venda de terras é um de seus produtos!
Portanto, tudo bem entender esta venda como receita (em finanças gerenciais) – é claro que reconhecendo também, os custos associados. Isso é gestão financeira! Trazer visibilidade para o negócio como um todo!
Falando de gestão financeira, como você lida com despesas familiares juntas as do seu agronegócio, produtor? Uma gestão financeira pobre, pode tornar isso um grande problema.
Fonte: Perfarm



