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Indústria busca estratégias para conter alta de preços na logística

GEMÜ do Brasil, fabricante de válvulas do setor de máquinas e equipamentos, é uma das empresas que sentem o efeito da inflação

Com a alta dos preços dos combustíveis, na esteira da pandemia e da guerra na Ucrânia, os efeitos são sentidos em toda a cadeia logística – nessa hora, é preciso ter muita estratégia para amenizar o impacto aos clientes.

É o caso da indústria de máquinas e equipamentos, uma das que mais sente o efeito da crise e que está na base de muitos outros processos industriais. A alta dos combustíveis traz impacto direto no custo da produção da indústria, numa cadeia que se estende desde a matéria-prima até o consumidor.

Na GEMÜ do Brasil, que tem fábrica em São José dos Pinhais (PR) e escritório em São Paulo, o efeito é visível, principalmente, na área de logística, com aumento no custo do transporte de 13,5% desde o início do ano. A gerente de Supply Chain da GEMÜ, Ureo Pereira, explica que o impacto da crise do combustível é fortemente sentido na indústria.

“Temos frota própria, mas somente para atendimento regional. Além do envio do produto ao comprador e da logística para recebimento da matéria-prima dos fornecedores, o processo produtivo da GEMÜ engloba também o transporte de peças para beneficiamento – com o envio de materiais a processos em terceiros, como revestimento ou pintura a pó”, enumera, citando demandas que não podem parar e que foram consideravelmente afetadas.

Além disso, a alta dos combustíveis ocasiona também o aumento de preços da matéria-prima, já que os fornecedores da indústria são igualmente impactados, tanto na logística nacional quanto nas importações – onde está o maior gargalo. “Trata-se de uma cadeia, em que os processos de importação e exportação seguem ligados, visto que as companhias aéreas também anunciaram aumento de combustível. Em relação a isso, a estratégia da GEMÜ envolve planejar os embarques e consolidar pedidos para diminuir o volume de envios, além de aumentar os estoques, optando pelo transporte marítimo quando possível”, explica Ureo.

Outras estratégias para atuar no novo cenário incluem a análise e revisão de todos os reajustes solicitados e a otimização do uso da frota própria e dos envios de peças a terceiros, de forma a manter a produção enxuta e inteligente.

Com clientes em todo o Brasil, a GEMÜ é uma das empresas que fazem o possível para manter reajustes justos aos seus clientes. “As conjunturas internacionais são voláteis, e torcemos para que acordos de paz em breve reduzam a tendência de inflação”, espera a gerente.

Fonte: SmartCom

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